{"id":2068,"date":"2020-09-22T01:49:22","date_gmt":"2020-09-22T01:49:22","guid":{"rendered":"https:\/\/www.pensamientouniversitario.com.ar\/?p=2068"},"modified":"2020-10-20T23:18:06","modified_gmt":"2020-10-20T23:18:06","slug":"breve-diagnostico-da-educacao-superior-no-brasil-notas-sobre-autoritarismo-mercantilizacao-e-negacionismo","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/www.pensamientouniversitario.com.ar\/index.php\/2020\/09\/22\/breve-diagnostico-da-educacao-superior-no-brasil-notas-sobre-autoritarismo-mercantilizacao-e-negacionismo\/","title":{"rendered":"Breve diagn\u00f3stico da educa\u00e7\u00e3o superior no Brasil: notas sobre autoritarismo, mercantiliza\u00e7\u00e3o e negacionismo"},"content":{"rendered":"\n<hr class=\"wp-block-separator\"\/>\n\n\n<div class=\"breadcrumbs align  wp-block-bcn-breadcrumb-trail has-text-color has-background\" vocab=\"https:\/\/schema.org\/\" typeof=\"BreadcrumbList\">\n\t<span><\/span>\n\t<span property=\"itemListElement\" typeof=\"ListItem\"><a property=\"item\" typeof=\"WebPage\" title=\"Go to Pensamiento Universitario.\" href=\"http:\/\/www.pensamientouniversitario.com.ar\" class=\"home\" aria-current=\"page\"><span property=\"name\">Pensamiento Universitario<\/span><\/a><meta property=\"position\" content=\"1\"><\/span><\/div>\n\n\n\n<div style=\"height:20px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\">Breve diagn\u00f3stico da educa\u00e7\u00e3o superior no Brasil: notas sobre autoritarismo, mercantiliza\u00e7\u00e3o e negacionismo<\/h1>\n\n\n\n  \n    <style>\n        #encabezado-imagen-aleatoria {\n            width: 100%;\n            height: 150px;\n            background-size: cover;\n\n        }\n        #encabezado-imagen-aleatoria img {\n            height: 150px;\n            width: auto;\n            max-width: 100%;\n\n        }\n    <\/style>\n    <div id=\"encabezado-imagen-aleatoria\"><img decoding=\"async\" src=\"\/wp-content\/animaciones\/ImagenesEstaticas\/19\/Cuadro3Recorte-web.jpg\" \/><\/div>\n\n\n\n<div style=\"height:20px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\"><p>Everton Henrique Eleuterio Fargoni*, Jo\u00e3o dos Reis Silva J\u00fanio**, Afr\u00e2nio Mendes Catani***<\/p><cite>* &nbsp;Universidade Federal de S\u00e3o Carlos \u2013 UFSCar, Brasil; ** Universidade Federal de S\u00e3o Carlos \u2013 UFSCar, Brasil. Pesquisador do CNPq.; *** Universidade de S\u00e3o Paulo (USP); Universidade Federal Fluminense (UFF), Brasil. Pesquisador do CNPq.<\/cite><\/blockquote>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote has-text-align-right is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\"><p><em>Mas permanece tamb\u00e9m a verdade de que todo fim na hist\u00f3ria constitui necessariamente um novo come\u00e7o; esse come\u00e7o \u00e9 a promessa, a \u00fanica \u201cmensagem\u201d que o fim pode produzir. O come\u00e7o, antes de tornar-se evento hist\u00f3rico, \u00e9 a suprema capacidade do homem; politicamente, equivale \u00e0 liberdade do homem.&nbsp;<\/em><\/p><cite>Hannah Arendt, <strong>Origens do totalitarismo<\/strong> (1989, p. 409)<\/cite><\/blockquote>\n\n\n\n<p>De forma aleg\u00f3rica, principiamos com ep\u00edgrafe extra\u00edda do \u00faltimo par\u00e1grafo do cap\u00edtulo final da terceira parte da obra de Hannah Arendt sobre o totalitarismo, mais exatamente&nbsp; de &nbsp; \u201cIdeologia e terror\u201d, em que a fil\u00f3sofa se aprofunda na an\u00e1lise da consci\u00eancia do indiv\u00edduo e de como se perde a confian\u00e7a em si mesmo, deixando de ser parceiro dos pr\u00f3prios pensamentos.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Onde est\u00e1 a alegoria? Simbolicamente, como Arendt, nos valeremos da solid\u00e3o. Na contemporaneidade, o <em>modus operandi<\/em> imposto pelo sistema econ\u00f4mico no mundo todo \u00e9 \u201cproduza e lucre\u201d, com lastros ut\u00f3picos de \u201cseja feliz\u201d. O produza, no imperativo, est\u00e1 entranhado na experi\u00eancia di\u00e1ria das massas cada vez maiores; o lucrar n\u00e3o, o gozo do lucro pelas massas n\u00e3o \u00e9 frequente face a predomin\u00e2ncia dos poucos que se encontram no topo da economia global.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A solid\u00e3o, neste contexto, emerge no coletivo, mesmo que as pessoas estejam cotidianamente pr\u00f3ximas, aglomeradas e conectadas atrav\u00e9s da internet, isto \u00e9, os cidad\u00e3os n\u00e3o est\u00e3o s\u00f3s mas se sentem sozinhos e se tornam presas f\u00e1ceis da ret\u00f3rica dos discursos \u201csalvadores\u201d. \u00c0 medida que a maioria da popula\u00e7\u00e3o vive a rotina do trabalho alienado (cf. Marx, 1983; 1986; 1988), os diversos conglomerados humanos passam por incalcul\u00e1veis transforma\u00e7\u00f5es na subjetividade coletiva e individual. Dessa forma, com a sociedade civil desorientada, despontam d\u00e9spotas com o prop\u00f3sito de controlar de forma autorit\u00e1ria as na\u00e7\u00f5es, por vias democr\u00e1ticas ou n\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>A conjuntura pol\u00edtica do Brasil no final da segunda d\u00e9cada do S\u00e9culo XXI \u00e9 exemplar para se compreender o afirmado no par\u00e1grafo acima. Grande parte da popula\u00e7\u00e3o encontrava-se indignada com governos anteriores, envolvidos em casos de corrup\u00e7\u00e3o ou conduzindo suas a\u00e7\u00f5es com inabilidade pol\u00edtico-econ\u00f4mica. As elei\u00e7\u00f5es de 2018 findaram o movimento de revoltas e protestos iniciados em 2013 com as hist\u00f3ricas <em>Jornadas de Junho<\/em>, que foram manifesta\u00e7\u00f5es em todo Brasil, sem reivindica\u00e7\u00f5es claras, que seguiram numa tomada de poder simb\u00f3lica quando o movimento, sem lideran\u00e7as, avan\u00e7ou em Bras\u00edlia para a Esplanada dos Minist\u00e9rios, ateando fogo no fronte do Pal\u00e1cio do Itamaraty. Tais fatos marcaram, de forma clara e aguda, o fim do Pacto da Nova Rep\u00fablica.<\/p>\n\n\n\n<p>Entre 2013 e 2018, atrav\u00e9s de m\u00eddias sociais e programas de entretenimento na televis\u00e3o, um antigo deputado federal, ex-militar, passou a ganhar destaque por meio de entrevistas e participa\u00e7\u00f5es com falas e frases pol\u00eamicas. Jair Messias Bolsonaro, que ingressou no circuito pol\u00edtico em 1991, apresentou-se como alternativa \u00e0 presid\u00eancia j\u00e1 em 2014, mesmo n\u00e3o concorrendo a esse cargo. Para muitos ele seria um <em>outsider<\/em> figurativo e n\u00e3o genu\u00edno, pois est\u00e1 na pol\u00edtica h\u00e1 quase tr\u00eas d\u00e9cadas e integrou tr\u00eas de seus filhos na mesma carreira.<\/p>\n\n\n\n<p>Bolsonaro agradou boa parte da popula\u00e7\u00e3o proferindo discursos violentos, explorando o imagin\u00e1rio de parcelas significativas das classes populares (conquistou sobremaneira os grupos de evang\u00e9licos neopentecostais) e o cont\u00ednuo enfoque no saudosismo vivenciado durante o per\u00edodo da ditadura militar brasileira (1964-1985). Frases como \u201c<em>O erro da ditadura foi torturar e n\u00e3o matar<\/em>\u201d; \u201c<em>Ele merecia isso: pau-de-arara. Funciona. Eu sou favor\u00e1vel \u00e0 tortura. Tu sabes disso. E o povo \u00e9 favor\u00e1vel a isso tamb\u00e9m<\/em>\u201d, constituem exemplos de seu olhar particular sobre a sociedade. Discutindo com uma deputada oposicionista, bradou: \u201cN\u00e3o te estupro porque voc\u00ea n\u00e3o merece\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Assumidamente conservador e liberal, Bolsonaro venceu as elei\u00e7\u00f5es de 2018 com 55,1% dos votos v\u00e1lidos no segundo turno contra o candidato indicado pelo ex-presidente Lula. Por\u00e9m, a alta rejei\u00e7\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o contra o Partido dos Trabalhadores (PT) ajudou sobremaneira sua vit\u00f3ria.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O <em>Ano Um<\/em> do novo governo foi marcado por intensas discord\u00e2ncias pol\u00edticas com os partidos de oposi\u00e7\u00e3o e institui\u00e7\u00f5es p\u00fablicas, tendo embates, inclusive, com integrantes do pr\u00f3prio partido, do qual se desligou. Bolsonaro continuou explorando o imagin\u00e1rio popular, privilegiando o combate ao \u201ccomunismo\u201d, proveniente da resist\u00eancia dos partidos de esquerda ao seu governo. Entretanto, seus alvos privilegiados encontravam-se nas reformas pol\u00edticas e nos ataques contra institui\u00e7\u00f5es p\u00fablicas, como o Supremo Tribunal Federal e as Universidades Federais constituindo-se, na pr\u00e1tica, em consolida\u00e7\u00f5es de intentos antigos e origin\u00e1rios do Plano Diretor da Reforma do Aparelho do Estado (1995), que introduziu mudan\u00e7as econ\u00f4micas de natureza neoliberal no Brasil.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Aos&nbsp; poucos Bolsonaro desencadeou a imposi\u00e7\u00e3o da expans\u00e3o significativa da esfera privada sobre a esfera p\u00fablica, sendo o marco desse movimento a Reforma da Previd\u00eancia, resultando na perda de direitos por meio da terceiriza\u00e7\u00e3o irrestrita, entre outras medidas, com a acentuada mercantiliza\u00e7\u00e3o das atividades humanas -situa\u00e7\u00e3o semelhante \u00e0 analisada por Bourdieu&nbsp; na Fran\u00e7a em <em>A Mis\u00e9ria do mundo<\/em> (1993) e <em>Contrafogos: t\u00e1ticas para enfrentar a invas\u00e3o neoliberal<\/em> (1998)-, quando os direitos sociais conquistados come\u00e7aram a ser retirados em grande velocidade.<\/p>\n\n\n\n<p>Nessa mesma trilha, ataques foram dirigidos contra a educa\u00e7\u00e3o superior p\u00fablica e a ci\u00eancia nacionais, sendo o Projeto FUTURE-SE, apresentado pelo atual ministro da Educa\u00e7\u00e3o, alinhado ideol\u00f3gica e politicamente ao Presidente, a resposta m\u00e1xima para se colocar um fim ao ciclo de Reformas do Estado. Pode-se dizer que Bolsonaro colocou as Universidades e os Institutos Federais \u00e0 venda, considerando-os ativos mercadej\u00e1veis. O ano de 2019 foi obscuro para o campo da educa\u00e7\u00e3o brasileira, pois v\u00e1rias foram as marcas destrutivas que atingiram os quadros profissional, cient\u00edfico e acad\u00eamico: bolsas de inicia\u00e7\u00e3o cient\u00edfica e de p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o foram exclu\u00eddas, verbas contingenciadas e ataques verbais localizados compuseram o irado card\u00e1pio da ala de extrema-direita do governo contra as universidades p\u00fablicas federais e estaduais, assim como a en\u00e9rgica indu\u00e7\u00e3o para a mudan\u00e7a na episteme da ci\u00eancia brasileira.<\/p>\n\n\n\n<p>A precariza\u00e7\u00e3o do trabalho nas universidades, os cortes de verbas, a f\u00faria contra as atividades cient\u00edficas e os confrontros diretos contra professores-pesquisadores dos dom\u00ednios das ci\u00eancias humanas deram o tom em 2019 e se agravaram neste 2020, em raz\u00e3o do negacionismo expresso em falas do Presidente, de ministros e parlamentares aliados. Muito desse conte\u00fado b\u00e9lico \u00e9 assimilado e reproduzido por consider\u00e1veis parcelas da popula\u00e7\u00e3o. O caso que mais chamou (e chama)&nbsp; a aten\u00e7\u00e3o nesse sentido diz respeito \u00e0 forma de enfrentamento da pandemia da Covid-19, pois o governo relativiza a pot\u00eancia fatal de mortalidade do v\u00edrus, sugerindo f\u00e1rmacos com ineficaz comprova\u00e7\u00e3o cient\u00edfica, al\u00e9m de negar evid\u00eancias cient\u00edficos claras, n\u00e3o adotando pr\u00e1ticas internacionais de isolamento social e induzindo a popula\u00e7\u00e3o a ir \u00e0s ruas, ao inv\u00e9s de proteg\u00ea-la.<\/p>\n\n\n\n<p>Em janeiro de 2019 observou-se um fen\u00f4meno in\u00e9dito na educa\u00e7\u00e3o superior brasileira: as matr\u00edculas no ensino a dist\u00e2ncia superaram as efetivadas nos cursos presenciais, denotando que o mesmo se volta, cada vez mais, para o mercado produtivo. O Programa Institutos e Universidades Empreendedoras e Inovadoras \u2013 Future-se n\u00e3o s\u00f3 consolida esta racionalidade, como tamb\u00e9m estende elementos de outras reformas maiores, como a Reforma Trabalhista e da Previd\u00eancia, ao induzir a disputa por financiamento privado entre os docentes e pesquisadores, estimulando verdadeira batalha campal entre as universidades pela busca de melhores posi\u00e7\u00f5es nos <em>rankings<\/em> a fim de atrair verbas de empresas, transformando tais institui\u00e7\u00f5es de educa\u00e7\u00e3o federais em Organiza\u00e7\u00f5es Sociais.<sup>1<\/sup> Entendemos que a configura\u00e7\u00e3o do l\u00f3cus acad\u00eamico deixar\u00e1 de ter seu foco na forma\u00e7\u00e3o humana, caminhando a passos largos para uma forma\u00e7\u00e3o mercadol\u00f3gica, mediada por contratos de desempenho, estabelecimento de resultados (modelo empresarial) e venda de produtos (comercializa\u00e7\u00e3o do conhecimento produzido), consolidando-se, assim, um modelo pragm\u00e1tico de empreendedorismo acad\u00eamico.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m das marcas negacionistas aqui esbo\u00e7adas, devemos explicitar que o autoritarismo impera como for\u00e7a indutora de um governo que n\u00e3o se acanha em se destacar por meio de atos que resgatam simbolismos vinculados ao do nazismo e ao fascismo.<sup>2 <\/sup>Antes mesmo de Bolsonaro assumir a presid\u00eancia, se sabia que sua administra\u00e7\u00e3o seria ancorada em ideais fascistas, extremamente conservadores, populismo de ocasi\u00e3o, capitalismo predat\u00f3rio, com muito racismo e preconceitos v\u00e1rios. Por conseguinte, o Brasil vive em 2020 uma das maiores crises sanit\u00e1rias do mundo, tendo como ministro da Sa\u00fade interino um general, com um ministro da Educa\u00e7\u00e3o reacion\u00e1rio e b\u00e9lico, que n\u00e3o logrou implementar qualquer projeto significativo, com uma profunda crise institucional e pol\u00edtica. Enfim, um pa\u00eds gerido por pouqu\u00edssimas mulheres, onde o poder de mando se concentra, majoritariamente, em m\u00e3os de homens brancos, burgueses e militares. H\u00e1 uma frase c\u00e9lebre de um humorista brasileiro, Appar\u00edcio Torelly, conhecido como Bar\u00e3o de Itarar\u00e9: \u201cSe h\u00e1 um idiota no poder, \u00e9 porque os que o elegeram est\u00e3o bem representados\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>NOTAS<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><sup>1<\/sup> Regulamentadas pela Lei no. 9.637\/1998, as <strong>Organiza\u00e7\u00f5es Sociais<\/strong> (OS) s\u00e3o entidades de direito privado, sem fins lucrativos, cujas atividades ser\u00e3o dirigidas ao ensino, \u00e0 pesquisa cient\u00edfica e ao desenvolvimento tecnol\u00f3gico, \u00e0 cultura, \u00e0 preserva\u00e7\u00e3o do meio ambiente, \u00e0 sa\u00fade, dentre outras. As Organiza\u00e7\u00f5es Sociais podem prestar servi\u00e7os p\u00fablicos, por meio da celebra\u00e7\u00e3o de contratos de gest\u00e3o com o poder p\u00fablico.<\/p>\n\n\n\n<p><sup>2<\/sup> Secret\u00e1rio da Cultura de Bolsonaro imita fala de nazista Goebbels. ALESSI, G. EL PA\u00cdS, 17 jan. 2020. Dispon\u00edvel em: <a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/brasil\/2020-01-17\/secretario-da-cultura-de-bolsonaro-imita-discurso-de-nazista-goebbels-e-revolta-presidentes-da-camara-e-do-stf.html\">https:\/\/brasil.elpais.com\/brasil\/2020-01-17\/secretario-da-cultura-de-bolsonaro-imita-discurso-de-nazista-goebbels-e-revolta-presidentes-da-camara-e-do-stf.html<\/a>. Acesso em: 02. jun. 2020. Mensagem do governo com alus\u00e3o ao nazismo agride v\u00edtimas do Holocausto.&nbsp; FELLET, J. BBC, 11 mai. 2020. Dispon\u00edvel em:<a href=\"https:\/\/www.bbc.com\/portuguese\/brasil-52626218\">https:\/\/www.bbc.com\/portuguese\/brasil-52626218<\/a>. Acesso em: 02. jun. 2020.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Refer\u00eancias Bibliogr\u00e1ficas<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Arendt, H. (1989). <em>Origens do totalitarismo.<\/em> S\u00e3o Paulo: Companhia das Letras.<\/p>\n\n\n\n<p>Bourdieu, P. (Coord.). (1997). <em>A mis\u00e9ria do mundo.<\/em> Petr\u00f3polis, RJ: Vozes.<\/p>\n\n\n\n<p>___________. (1998) <em>Contrafogos: t\u00e1ticas para enfrentar a invas\u00e3o neoliberal.<\/em> Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor.<\/p>\n\n\n\n<p>Brasil. <em>Lei N\u00ba 9.637, de 15 de maio de 1998.<\/em><strong> <\/strong>Disp\u00f5e sobre a qualifica\u00e7\u00e3o de entidades como organiza\u00e7\u00f5es sociais, a cria\u00e7\u00e3o do Programa Nacional de Publiciza\u00e7\u00e3o, a extin\u00e7\u00e3o dos \u00f3rg\u00e3os e entidades que menciona e a absor\u00e7\u00e3o de suas atividades por organiza\u00e7\u00f5es sociais, e d\u00e1 outras provid\u00eancias. Dispon\u00edvel em <a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/leis\/l9637.htm\">http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/leis\/l9637.htm<\/a> Acesso em: 02 jun. 2020.<\/p>\n\n\n\n<p>Marx, K. (1983) Manuscritos econ\u00f4mico-filos\u00f3ficos. En Fromm, E. <strong><em>Conceito Marxista do Homem.<\/em><\/strong> 8\u00aa ed., Rio de Janeiro, Zahar.<\/p>\n\n\n\n<p>______. (1986). <em>As lutas de classes na Fran\u00e7a. <\/em>S\u00e3o Paulo: Global.<\/p>\n\n\n\n<p>______. (1988). <em>O Capital.<\/em> (Vol. 2), 3\u00aa ed., S\u00e3o Paulo: Nova Cultural.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Breve diagn\u00f3stico da educa\u00e7\u00e3o superior no Brasil: notas sobre autoritarismo, mercantiliza\u00e7\u00e3o e negacionismo Everton Henrique Eleuterio Fargoni*, Jo\u00e3o dos Reis Silva J\u00fanio**, Afr\u00e2nio Mendes Catani*** * &nbsp;Universidade Federal de S\u00e3o Carlos \u2013 UFSCar, Brasil; ** Universidade Federal de S\u00e3o Carlos \u2013 UFSCar, Brasil. 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